AMAZON E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL ABERTA

AMAZON E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL ABERTA

AMAZON E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL ABERTA

Amazon anunciou na última semana sua união ao projeto ONNX, participando, ao lado de outras gigantes como Facebook e Microsoft, no desenvolvimento de soluções de inteligência artificial em código aberto. Com a iniciativa, os pacotes do e-commerce passam a ser integrados à plataforma.

Assim, desenvolvedores de soluções não precisam recomeçar do zero na hora de exportar suas soluções para outros ambientes. Com a união das tecnologias, quem já roda sistemas usando a tecnologia da Amazon pode realizar pesquisas e implementações também em outras dinâmicas já disponíveis por parte da iniciativa, aumentando o rol de possibilidades e facilitando um eventual processo de expansão.

O grande foco, aqui, são tecnologias de deep learning. O formato ONNX, anunciado em setembro por uma união da Microsoft e do Facebook, chega com o objetivo de criar um padrão aberto e integrado para criação de sistemas de inteligência artificial, permitindo que universidades, governos e a iniciativa privada trabalhem em soluções que funcionem em diferentes tipos de ambientes ou sistemas.

O projeto iniciou com a união de tecnologias como a Caffe2, da rede social, e Cognitive Toolkit, da dona do Windows. Agora, ela também passa a suportar a PyTorch, agora batizada de Apache MXNet, pelas mãos da Amazon, aumentando o rol de possibilidades para desenvolvedores de software e estudiosos.

Além de criar um ambiente de interoperabilidade em si, a ideia do projeto ONNX para um futuro não tão distante assim é trabalhar na verificação de protocolos. Uma vez que uma tecnologia receba o selo de aprovação da iniciativa, isso significa que ela está apta a funcionar de maneira aberta e interligada, o que pode resultar em melhores contratos de negócios pela garantia de funcionamento e eficácia, por exemplo.

Com a entrada da Amazon no grupo, cresce agora a pressão para que a Google faça o mesmo. A gigante das buscas é um dos grandes nomes internacionais em pesquisas de inteligência artificial, tendo tornado as tecnologias de deep learning uma das partes centrais de seus negócios relacionados a resultados de pesquisa, publicidade e indicação de conteúdo.

E, justamente por conta desse fator, ela tem se mantido estranhamente silenciosa com relação à iniciativa. A empresa não comenta sobre uma possível entrada no grupo nem sobre eventuais contatos com sua coordenação, mantendo suas tecnologias fechadas e funcionando de maneira dedicada a seus próprios serviços.

Há quem diga que os concorrentes têm muito mais a ganhar do que a própria Google no caso dessa integração. Por outro lado, entram em jogo também os interesses científicos e de avanço da tecnologia em si. Entretanto, o resultado dessa balança, pelo menos por enquanto, ainda parece ser negativo para a gigante.